“As bicicletas no parque”

O Marco Neves, atual Presidente da Associação de Moradores e Comerciantes do Parque das Nações, parceira desde a primeira hora da Cicloficina do Oriente, escreveu no seu blog Crónicas do Parque um simpático artigo sobre bicicletas no Parque das Nações e a Cicloficina do Oriente. Modesto como é, apesar de o vermos regularmente, nem nos referiu o seu artigo, que encontrámos agora por acaso. Replicamo-lo aqui, estendendo os créditos da realização da Cicloficina do Oriente também ao João Pimentel Ferreira, Nuno Gonçalves e Paulo Amaro, e convidando agora o Marco a enviar-nos uma foto da sua próxima deslocação em bicicleta para partilharmos mais um bom exemplo!

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As bicicletas no Parque

 

Quando achamos que o mundo devia ser diferente, o que podemos fazer? Temos duas hipóteses: reclamar, reclamar, reclamar, ou então fazer alguma coisa para irmos empurrando o mundo em direcção ao que achamos ser melhor.

Quando digo mundo, podia dizer cidadepaís — ou mesmo bairro.

Ora, apresento-vos um projecto que opta pela segunda opção: a Cicloficina do Oriente.

Os responsáveis pela Cicloficina do Oriente — Gonçalo Peres e João Bernardino — estão convencidos que o nosso bairro e a nossa cidade seriam muito melhores se mais gente usasse a bicicleta: acham que haveria menos trânsito, menos acidentes, mais exercício físico, mais encontros entre todos, mais espaço para as crianças nas ruas da nossa cidade.

Para divulgar esta ideia, têm de lutar contra muitas ideias falsas: que Lisboa é uma cidade com demasiadas colinas, que não podemos levar os filhos de bicicleta para a escola, que as bicicletas atrapalham os carros…

O que fazem? Dão o exemplo: mostram-se a andar de bicicleta. Explicam esta causa a quem os quer ouvir e esclarecem dúvidas. E, mais: gratuitamente, uma vez por mês, ajudam a reparar bicicletas e dão conselhos gratuitos, na já famosa Bike Mãozinhas, nas primeiras terças-feiras de cada mês.

Estão, claro, no Facebook. Colaboram voluntariamente com a Junta de Freguesia e com a Câmara Municipal. Participam nos trabalhos da Associação de Moradores. Organizam passeios e vão trazendo, pessoa a pessoa, os moradores do nosso bairro para esta causa: a causa da bicicleta e, consequentemente, da qualidade de vida.

Teriam outra opção? Sim, podiam ficar a um canto a reclamar, a dizer mal dos carros, sem nada fazer. Escolharem a opção que pode, de facto, mudar as coisas.

Contra ninguém, a favor de todos, vamos lá andar mais de bicicleta!”

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