Da zona Oriental de Lisboa à Caparica, com uma criança de 5 anos

Enquanto esperávamos pelo barco em Belém
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No domingo passado fui com o meu filho mais velho (5 anos, quase 6) a uma festa de aniversário em São João da Caparica. Apesar de preferir festas mais perto de casa, encaro estas deslocações como um desafio e uma oportunidade para o educar sobre as várias opções de mobilidade. Claro que também aproveitamos para passar tempo de qualidade juntos e viver uma pequena aventura. Que prenda melhor podemos dar às crianças?

Fui ao Google Maps, ver onde era o local e rapidamente desenhei um percurso:

  • Pedalar do Parque das Nações até ao Cais do Sodré (8,5 kms).
  • Apanhar o Comboio Urbano até Belém.
  • Apanhar o barco Belém – Trafaria.
  • Pedalar mais 2 kms, do cais até ao Fun Parque.

A festa foi bem activa, num espaço cheio de árvores e vários percursos de arborismo, por onde as crianças ultrapassavam obstáculos e deslizavam por cordas, equipadas com um arnês. Nunca tínhamos visitado um local assim e achei um espaço genial para os mais pequenos, com um contacto em perfeita harmonia com a natureza, sem a comprometer com recurso a energias poluentes. Fantástico mesmo!

No regresso, fizemos o percurso inverso, mas decidimos prescindir do comboio e vir a pedalar de Belém até ao Parque das Nações.

Para os pais mais preocupados, reparem que a viagem de comboio e barco foram mais que suficientes para carregar as baterias, se é que elas se gastam nestas idades, deixando-o preparado para tirar o máximo partido desta actividade tão física que é o arborismo.

O percurso em bicicleta ainda é considerável para uma criança desta idade, mas perfeitamente fazível. O meu braço está sempre pronto a dar-lhe uma ajuda – é relativamente fácil agarrá-lo pelo casaco ou pelo ombro, enquanto pedalo ao lado dele. No caso do Diego, ele está habituado a pedalar todos os dias no curto caminho para escola e a dar umas voltas maiores ao fim-de-semana. São bons hábitos saudáveis para uma criança, preparando-a para um futuro mais sustentável, onde a bicicleta representa uma solução inteligente de mobilidade, ao mesmo tempo que resolve outros problemas: saúde, segurança, economia, ambiente, etc. E claro, uma excelente oportunidade para sair à rua, conviver com os nossos filhos e conhecer melhor o nosso bairro, os vizinhos e os arredores.

Outras opções/variantes possíveis para este passeio seriam ter levado o meu filho mais novo (2 anos) na cadeirinha da bicicleta, ou usar o atrelado.

Para terminar, gostava de realçar o prazer imenso que é circular na zona do Terreiro do Paço sem carros, sem o constante ruído ensurdecedor, gases de escape e atropelos, numa zona que assim deveria continuar.

Em nota negativa, a falta de condições de acesso à rua na estação ferroviária de Belém, obrigando a subir e descer uma escadaria – carrinhos de bebé, cadeiras de rodas, pessoas com problemas de mobilidade? – para não interferir com a “fluidez” do tráfego motorizado das “duas” avenidas que ali passam. Uma opção lamentável que nunca deveria ter acontecido e urge corrigir, em favor do bem maior de todos.

 

 

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